ComportaUtopia
"É nossa missão criar um ecossistema exemplar onde a economia e a ecologia se unem de forma a preservar o território e a população"
Missão

O nosso objetivo é promover um novo modelo de ordenamento do território que sirva de exemplo de como pode existir em Portugal uma orientação proactiva e inteligente no domínio das soluções ambientais, sociais e culturais para responder aos desafios e urgências de um futuro no qual a maioria da população residirá em cidades e a função dos espaços rurais será radicalmente diferente do Passado.

Acreditamos que este modelo pode e deve tornar-se realidade no lugar da Comporta, e servir de exemplo para o resto do país.

Tal propósito é urgente. A região da Comporta enfrenta o perigo real e iminente de ser destruída por uma sequência de actos institucionais que, embora se apresentem como mero corolário de decisões legais e empresariais derivadas da insolvência do Grupo Espírito Santo e da necessidade de este ressarcir uma dívida de 120 milhões de euros à Caixa Geral de Depósitos, nem por isso deixam de ter impactos muito além da esfera financeira.

O principal problema da Comporta resulta da emissão de pareceres urbanísticos vinculativos, emitidos pela administração pública, favoráveis à construção de edifícios sobre 650.000 metros quadrados dispersos por uma área aproximada de  1.000 hectares de dunas e podzóis com elevado interesse para a conservação da natureza e da paisagem.

Perante estes factos, a associação Comporta Utopia considera-se responsável por atender ao imperativo cívico de defender o interesse público, recorrendo a todas as prerrogativas outorgadas pela Lei à Sociedade Civil e às Organizações Não-Governamentais, para que a Comporta seja alienada apenas a quem apresentar o projeto de desenvolvimento turístico que melhor respeite o valor excepcional do território em apreço, designadamente assegurando a sustentabilidade ambiental dos usos a longo prazo e reduzindo muito substancialmente a carga construtiva autorizada.

Assumiremos a responsabilidade de fazer ouvir as vozes da ciência e da consciência em situações jurídicas e socioeconómicas que constituam um risco de uso indevido, de excesso de licitação, de excesso de gastos, de sobreabundância de construção, de sobre-exploração, de agressão ou de destruição destes ecossistemas raros em Portugal e ainda mais raros na Europa. Esta responsabilidade será assegurada por tempo indeterminado e numa perspetiva de interesse permanente relativamente aos destinos da Comporta.

Estamos empenhados em trazer à esfera pública o debate sobre o futuro desta região, concedendo à sociedade civil o direito que lhe é devido em assuntos tão estruturantes como o ordenamento do território à escala em apreço.

Para melhor exprimir e discutir o entendimento concreto de quais são os usos óptimos para esta área, a Associação chama a si a tarefa de analisar e discutir as propostas e ante-planos que explicitem os zonamentos, as funções e as condicionantes mais adequadas à sua visão ecológica e sociológica para este território.